December 2nd, 2009 by Paulo Nuno Vicente

No Uganda, o silêncio dos media fez nascer “jornalistas acidentais”

Os confrontos de Setembro passado em Kampala (Uganda) passaram praticamente despercebidos na cobertura noticiosa internacional.

A nível local, há relatos que dão conta de um “apagão informativo” por parte dos media tradicionais – não fica claro se foi motivado pela falta de meios (humanos e técnicos) ou se foi um reflexo do controlo político sobre as redacções.

Há 10 anos, essas limitações teriam ditado que hoje, quase três meses depois, praticamente nada se soubesse sobre os confrontos ugandeses.

Perante a escassa cobertura dos media tradicionais, foram as redes sociais e os telemóveis, nas mãos de cidadãos preocupados, a tomar conta dos fluxos informativos.

Ficam aqui apenas alguns exemplos: #kampala, Ugandan Insomniac, Uganda Talks, e as fotos tiradas por Rhino. Alguns destes autores são jornalistas e isso foi crucial no trabalho de separar os “rumores” da “notícia”.

Agora, há para ouvir as reflexões de um desses “jornalistas acidentais”: Solomon King. Com um nome destes, é preciso escrever mais?!

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One Comment

  1. A explosão dos “novos media” em África « Chão de Papel
    07:54 on December 2nd, 2009

    [...] perceber o que está a mudar, é crucial ler este artigo de Edwin Okong’o, no New America Media: tem boas referências [...]

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